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Mostrando postagens de novembro, 2019

Como meus dentes caíram

Penas plumas de travesseiro esvuassam minha imaginação latente. Como seria se fossem soltas ao ar da janela daqui de casa. Cenas que vemos em filmes mas que não fazemos em casa. A hora de ter um filho. Levar tudo adiante do jeito que dá ou esperar o melhor momento, levando a vida como uma trincheira esperando o melhor momento de lançar uma nova geração a vida nessa vida que temos. Como pensar o futuro sem ninguém mais? Como gostar do presente como tudo o que tenho? Como fechar as pontas das ausências de ação conjunta? O que nos leva adiante, todos os dias, que pode ser potencializado? Existe a obrigação de escrever e o escrever algo sobre algo que se planeje. Tema: descrever como eram os dentes sendo arrancados, na infância. Eles doíam, caiam lentamente, até sentir o nervinho mais fino se desgastar aos poucos. Eu não sabia se estava tudo bem. Os dentes do fundo tinham nervos grossos. Era um convívio com a dor constante. E mexendo os dentes para lá e para cá, tentando encontrar ...

mais dez minutos de escrita

Valorizar o próprio tempo? Qual o produto disso? Preciso rearrumar meu ambiente de trabalho. Jogar fora placas pequenas de cor.  O silêncio como processo construtivo. Não sei meditar. Mas às vezes sinto estar meditando.  Pensando fundo, com calma, em temas de evolução.  Coisas que façam bem. Como apresentar-se em ambientes chiques, para pessoas de mais poder? Como vestir quem eu sou e não quem eu não sou? Preciso reaproximar Jesus de minha vida. Ser ele o condutor de minhas esperanças. Entregar-me a ele sem reparar no muito dele que me falta. Mais três minutos de escrita. Fico pensando, o que poderia fazer? Mais dois minutos de escrita. Chega uma mensagem de Whatsapp. A terapia acaba às 10h20, a aula de inglês é às 12h45. Duas horas e 25 minutos de intervalo. O que fazer, como aproveitar melhor esse tempo? Dez minutos de escrita completaram-se agora.

mais um destino completado

E cheguei até o terapeuta. Dormi bem. Acordei as 06h00 e não às 05h00, levantei às 7h40. Fiz exercícios de respiração, para desacelerar o cérebro. Funciona. Levanto, passo água no rosto, desperto mais ainda. E fica a calculadora da energia dialogando comigo... às 16h15, como vou estar. Já estou meio cansado de novo. E desse cansaço preciso tirar forças para um novo ambiente de observações.  Chega uma hora dá pavor de estar dentro do ateliê.  Preciso muda-lo. Chega uma hora não há mais estantes para livros. A burocracia do cotidiano vai se acumulando nos cantos da casa. Vou me agarrando a pai e mãe, como se eu fosse uma criancinha, vou me apegando ao cotidiano deles. Condenaram meu passado, dizendo que eu estava muito louco - E alguns fatos comprovam - mas o grosso se esquece. E abriu-se caminho para essa medicação. É uma medicação de manutenção. O que é fazer a manutenção de uma pessoa? O que se resolve e o que não se resolve? Tenho a notícia de que uma obra minha não foi vend...

Sobre as longas distâncias

Hoje estou a pensar em como o planejamento de locomoções está se tornando cada vez mais difícil de pensar. Daqui a pouco vou fazer compras, e vou trazer as compras de alimentos para casa; depois vou a aula de Aikido, depois vou para minha casa. Essa noite dormi na casa de minha mãe. Logo vou fazer uma nova faculdade, vou mudar de casa para ficar mais perto da faculdade e viver num bairro mais habitado. Perdizes, eu conheço pouco aquela região. Dá medo, fico assustado. É um bairro bom, mas de novo as distâncias. A cada vez que for visitar um apartamento para alugar na região, vou ter de pegar dois ônibus... em viagens curtas é verdade. Mas vou ter de ficar esperando o Ônibus certo chegar duas vezes. E depois subir uma ladeira grande para chegar até Perdizes. E depois voltar para casa. Fico vagando em pensamentos e sentimentos. Talvez eu esteja precisando jogar fora os materiais das colagens que são sobras, e fazer novos cartões de cores. Fazer colagens grandes é penoso. É como escre...

Rimas

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Saudades do cheiro do mar

Que saudades do cheiro do mar. Da essência de vida que transborda o nosso ser. Do limo no cimento. Da alga, do verde.
Tudo que eu gostaria de fazer agora... passear na praia, andar olhando para o horizonte... estar em Belo Horizonte... ir ao cinema. O que mais poderia ser? Comer uma fatia de bolo recheado. Quando se está preparado para contar uma história, elaborar personagens? Eu não tenho técnica para isso. Quero ser escritor ou escrevo e por isso sou apto a me tornar escritor? O que é ler hoje em dia? Eu não tenho a habilidade de ler. Por que me habituar a escrever então? Vivo dias que demônios me atormentam e tentam morder minha alma. E colocar o quê para fora? Preciso urgentemente voltar a frequentar a igreja. Colocar para fora é terrível. QUe expressão é essa. Eu poderia organizar, nesse primeiro post, uma lista de tópicos para quando estiver como estou hoje, sem saber o que escrever. Apenas tentando manter o que a autoria do livro Escrevendo com a alma sugere: deixar a mão em movimento. 1) a experiencia de orar em voz dentro de casa 2) memórias de infância 3) o que eu gosto em cada avô 4) ...