Tudo que eu gostaria de fazer agora... passear na praia, andar olhando para o horizonte... estar em Belo Horizonte... ir ao cinema. O que mais poderia ser? Comer uma fatia de bolo recheado. Quando se está preparado para contar uma história, elaborar personagens? Eu não tenho técnica para isso. Quero ser escritor ou escrevo e por isso sou apto a me tornar escritor? O que é ler hoje em dia? Eu não tenho a habilidade de ler. Por que me habituar a escrever então?
Vivo dias que demônios me atormentam e tentam morder minha alma. E colocar o quê para fora? Preciso urgentemente voltar a frequentar a igreja. Colocar para fora é terrível. QUe expressão é essa. Eu poderia organizar, nesse primeiro post, uma lista de tópicos para quando estiver como estou hoje, sem saber o que escrever. Apenas tentando manter o que a autoria do livro Escrevendo com a alma sugere: deixar a mão em movimento.
1) a experiencia de orar em voz dentro de casa
2) memórias de infância
3) o que eu gosto em cada avô
4) o que gosto em meu pai e em minha mãe
5) como foi minha experiência de começar a pintar
6) como foi minha primeira vez
7) roteiros para o Exterminador do Futuro que só eu saberia fazer
8) elaborações sobre o Tímido do Avesso
9) como foi meu namoro com a Cíntia
10) A experiência de conhecer cidades pela primeira vez: Belo Horizonte, BSB, Santos em 2011
11) Por que gosto de cozinhar
É comum eu pensar nas coisas decepcionantes que fiz, ultimamente. Me vem lembranças de todas as datas, de coisas decepcionantes que fiz. Que lista grande vive em minha conciência. Ainda bem que temos o futuro para corrigir e acertar o passado. Mas algumas coisas eu não sei como. É só uma ideia bonita: acertar o passado. Mas eu não sei como. Tem coisas tão tolas que se faz e depois as circunstâncias mudam, as pessoas vão por outros caminhos e não surgem circunstâncias novas para se tentar ser bacana. Como, então, ser menos decepcionante com as pessoas? Viver é decepcionar, muitas vezes é isso. E o quanto estou decepcionado comigo mesmo? Quanta tolerância falta comigo mesmo nesses dias. Oh mísica linda, vou ver qual que é. Rio Vermelho do álbul Recuerdos de Tetê e Alzira Espíndola. Vou comer uma alcachofra.
Esqueci as alcachofras na geladeira, mofaram.
Esbarrei em duas teclas e quase perdi metade do texto.
Eu já li bastante. Foi uma luta achar um lugar para ler. Foi em Ilhabela que li Os demônios. POr exemplo. Achar uma boa posição de leitura. É melhor ler que escrever, se se está com dificuldade de escrever.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Colecionador-de-desenhos mirim

Ondas do mar em cores - as gerações passam e ficam

Má fé e desordem