Como servir, sendo um pintor?
2a versão
Hoje é dia de Natal, estou em Búzios com a Anna e o Guilherme, mamãe, João e Antônio. Ontem assistimos no Netflix Dois Papas. É surpreendente a época que vivemos. Daqui a alguns anos haverá muita tecnologia para tudo e isso terá começado nas décadas que eu vivi e vivo.
Hoje é dia de Natal, estou em Búzios com a Anna e o Guilherme, mamãe, João e Antônio. Ontem assistimos no Netflix Dois Papas. É surpreendente a época que vivemos. Daqui a alguns anos haverá muita tecnologia para tudo e isso terá começado nas décadas que eu vivi e vivo.
O que é ser pintor numa época em que a tecnologia, a indústria são as verdadeiras tochas do desenvolvimento da humanidade? Falta muita discussão sobre ética, mas a arte vai se embeber disso? Eu acredito que não. O que significa dedicar a vida à arte? Sem cair num capricho, como servir?
respondendo ao comentário da Rosie
Falta muita discussão sobre ética nas novas tecnologias desenvolvidas pela indústria. Mas vai ser a arte a deflagrar isso? Eu acredito que não.
O que significa dedicar a vida à arte? É trazer as outras pessoas à área do sensível, às variações cromáticas. Para quê? São objetos de convivência, um "amigo" que espelha boas vibrações. Para quê? É transmitir que há seres inanimados cheios de vida que carregam registros de intenção de transmissão de esperança. Para quê? É criar um registro pungente de vida, fora de você. É dizer, eu vivi e aqui estou, fora de mim. É assim que devemos viver a vida. Deixando registros de vida. De proliferação de vida.
Ser artista assim é servir a vida. """Se criam""" plantações verticais que não precisam de terra (www.aerofarm.com), levando inclusive esperança de fazer alimentos em outros planetas, surge a dúvida: fazer alimentos sem terra para quê? Onde está a vitalidade dos alimentos criados assim? Ao fazer um quadro cheio de vida, de cor, de luz, criam-se antagonismos com algo que é feito de vida, que é vivo, feito sem terra. [Por que se criam antagonismos? será que é bom, serve não serve?] Sem dizer, surgem as tensões. E talvez seja a melhor maneira de agir. Por quê? Porque mantém-se a porta aberta para as inovações encontrarem as melhores intenções. Não vou ser contra as fazendas verticais sem uso de terra, vou fazer algo que desperte nas pessoas os sentidos para a importância da origem das coisas. "Da onde vem essa arte, essas cores, essas coisas? O que significa isso?" Instiga-se, assim, a se perguntar a origem das coisas que chegam até nós. Como esse monitor chegou até aqui? E este teclado? Como cada letra foi impressa neste teclado? Tudo parece simples, parece fácil no capitalismo, mas existe um jeito de fazer. E como é esse jeito? Ao fazer uma arte que levante essas perguntas, se está mantendo atenta a razão e os jeitos que as coisas chegam até nós.
Servir a vida para ter mais vida. Vida que gera vida. Uma manifestação de vida que mantém uma âncora diante de novas abordagens de vida, como a fazenda vertical.
Como que um quadro vai me questionar a origem das coisas? Rosária
1a versão
respondendo ao comentário da Rosie
Falta muita discussão sobre ética nas novas tecnologias desenvolvidas pela indústria. Mas vai ser a arte a deflagrar isso? Eu acredito que não.
O que significa dedicar a vida à arte? É trazer as outras pessoas à área do sensível, às variações cromáticas. Para quê? São objetos de convivência, um "amigo" que espelha boas vibrações. Para quê? É transmitir que há seres inanimados cheios de vida que carregam registros de intenção de transmissão de esperança. Para quê? É criar um registro pungente de vida, fora de você. É dizer, eu vivi e aqui estou, fora de mim. É assim que devemos viver a vida. Deixando registros de vida. De proliferação de vida.
Ser artista assim é servir a vida. """Se criam""" plantações verticais que não precisam de terra (www.aerofarm.com), levando inclusive esperança de fazer alimentos em outros planetas, surge a dúvida: fazer alimentos sem terra para quê? Onde está a vitalidade dos alimentos criados assim? Ao fazer um quadro cheio de vida, de cor, de luz, criam-se antagonismos com algo que é feito de vida, que é vivo, feito sem terra. [Por que se criam antagonismos? será que é bom, serve não serve?] Sem dizer, surgem as tensões. E talvez seja a melhor maneira de agir. Por quê? Porque mantém-se a porta aberta para as inovações encontrarem as melhores intenções. Não vou ser contra as fazendas verticais sem uso de terra, vou fazer algo que desperte nas pessoas os sentidos para a importância da origem das coisas. "Da onde vem essa arte, essas cores, essas coisas? O que significa isso?" Instiga-se, assim, a se perguntar a origem das coisas que chegam até nós. Como esse monitor chegou até aqui? E este teclado? Como cada letra foi impressa neste teclado? Tudo parece simples, parece fácil no capitalismo, mas existe um jeito de fazer. E como é esse jeito? Ao fazer uma arte que levante essas perguntas, se está mantendo atenta a razão e os jeitos que as coisas chegam até nós.
Servir a vida para ter mais vida. Vida que gera vida. Uma manifestação de vida que mantém uma âncora diante de novas abordagens de vida, como a fazenda vertical.
Como que um quadro vai me questionar a origem das coisas? Rosária
1a versão
Hoje é dia de Natal, estou em Búzios com a Anna e o Guilherme, mamãe, João e Antônio. Ontem assistimos no Netflix Dois Papas. É surpreendente a época que vivemos. Daqui a alguns anos haverá muita tecnologia para tudo e isso terá começado nas décadas que eu vivi e vivo.
O que é ser pintor numa época em que a tecnologia, a indústria são as verdadeiras tochas do desenvolvimento da humanidade? Falta muita discussão sobre ética, mas a arte vai se embeber disso? Eu acredito que não. O que significa dedicar-SE a vida à arte? Sem cair num capricho, como servir?
--- A gente tende a exagerar as marcas de indeterminação do sujeito. ---
--- Lacan - a singularidade do desejo, como atitude ética ---
respondendo ao comentário da Rosie
Falta muita discussão sobre ética nas novas tecnologias desenvolvidas pela indústria. Mas vai ser a arte a deflagrar isso? Eu acredito que não.
O que significa dedicar a vida à arte? É trazer as outras pessoas à área do sensível, às variações cromáticas. Para quê? São objetos de convivência, um "amigo" que espelha boas vibrações. Para quê? É transmitir que há seres inanimados cheios de vida que carregam registros de intenção de transmissão de esperança. Para quê? É criar um registro pungente de vida, fora de você. É dizer, eu vivi e aqui estou, fora de mim. É assim que devemos viver a vida. Deixando registros de vida. De proliferação de vida.
Ser artista assim é servir a vida. Se criam plantações verticais que não precisam de terra (www.aerofarm.com), levando inclusive esperança de fazer alimentos em outros planetas, surge a dúvida: fazer alimentos sem terra para quê? Onde está a vitalidade dos alimentos criados assim? Ao fazer um quadro cheio de vida, de cor, de luz, criam-se antagonismos com algo que é feito de vida, que é vivo, feito sem terra. Sem dizer, surgem as tensões. E talvez seja a melhor maneira de agir. Por quê? Porque mantém-se a porta aberta para as inovações encontrarem as melhores intenções. Não vou ser contra as fazendas verticais sem uso de terra, vou fazer algo que desperte nas pessoas os sentidos para a importância da origem das coisas. "Da onde vem essa arte, essas cores, essas coisas? O que significa isso?" Instiga-se, assim, a se perguntar a origem das coisas que chegam até nós. Como esse monitor chegou até aqui? E este teclado? Como cada letra foi impressa neste teclado? Tudo parece simples, parece fácil no capitalismo, mas existe um jeito de fazer. E como é esse jeito? Ao fazer uma arte que levante essas perguntas, se está mantendo atenta a razão e os jeitos que as coisas chegam até nós.
Servir a vida para ter mais vida. Vida que gera vida. Uma manifestação de vida que mantém uma âncora diante de novas abordagens de vida, como a fazenda vertical.
Muito bom, Nando.
ResponderExcluirQuando vc pergunta: "mas a arte vai se embeber disso", o "disso" se refere ao quê? Veja se reescreve essa parte clareando isso, sem ambiguidade. Do jeito que está, pode se referir à tecnologia ou à discussão ética.