Adentrando na mata, uma casa
A floresta é escura, muitas árvores, cipós. Vou adentrando e percebo uma trilha. Essa trilha me leva até uma casa. Bato na porta, ninguém atende. Percebo que é só empurrar a porta para entrar na casa. A casa é meio que uma segunda moradia de um homem só. Poucas roupas dispostas em posição para secar depois de lavadas. As roupas estavam húmidas. A casa não tinha luz elétrica. Apenas lampiões. Não sei usar lampiões, não acendi nenhum. Na casa haviam muitas escamas de peixe. Fiquei com a impressão de que o homem que lá morava não era um pescador, mas pescava de vez em quando. Será que aquela casa poderia ser usada por mais de uma pessoa em tempos diferentes? Havia uma cama no quarto, um tapete simples, mas alto. O lixo estava recolhido. Em algum tempo aquele homem voltaria, logo, para recuperar suas roupas já secas. Me deu vontade de ficar ali, mas eu tinha de seguir em busca de alguma estrada. Não sei, me deu medo. E se fosse um homem violento? Uma cidade próxima é mais segura que uma casa no meio do nada. Eu não poderia ficar ali esperando o homem chegar para saber se ele era pacífico. Também não poderia ficar esperando do lado de fora. Aonde eu vou dormir essa noite? Fico aqui ou exploro mais a mata? Se não achar nenhuma estrada, volto para cá.
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