saltos ornamentais- minha experiência mediocre
É difícil pensar em um evento conflituoso.
Quando eu tinha 12 anos aconteceram várias coisas, uma delas foi minha iniciativa de fazer saltos ornamentais no clube Pinheiros. O clube não era o que é hoje. Um gordinho foi na cama elástica e a rasgou. Os professores nos faziam correções posturais mínimas e eu não me importava de fazer algo tão específico, sutil, embora aquilo me incomodasse. Eu simplesmente ia, pelo meu desejo de fazer piruetas no ar. O que nunca fiz. Quando surgiu o desafio de fazer mortais, já havia passado seis meses e foi justamente a época do frio. Era muito desconfortável dar de costas com a água fria. É a cama elástica, que poderia nos auxiliar com treinos de mortal antes de cair na água, continuava rasgada. Eu sempre fui meio preguiçoso para esportes, quando a atividade era três vezes por semana, eu ia duas. Quando era duas, eu ia uma.
Ser mais disciplinado é um desafio que trago para vida adulta. E fico pensando como seria a vida sendo mais forte.
Algumas pessoas se sentiriam mais ameaçadas, pessoas que eu não quero magoar. Mas a minha vida seria melhor. Eu não sei como encaixar o tempo. Se largo um quadro para treinar, sei que o quadro fica diferente. Ao mesmo tempo é da vida fazer as coisas em etapas e se não sei fazer um quadro em etapas, o resultado é que fico mais fraco, porque faço menos esportes. O tempo é como janelas que as vezes é preciso fechar uma janela para abrir outra. A janela de tempo da leitura, dos esportes, da pintura. É muito difícil para mim fechar a janela de tempo da pintura para fazer outras coisas.
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