Onde vive a inquietação das pessoas

Eu acredito em mentiras, mas mais que mentiras, eu acredito que tem verdades que valem a pena ser verificadas mais de uma vez.

Hoje estava me perguntando: como mediram o diâmetro da Terra? Meu carro tem 241 mil quilômetros rodados, não me lembro se a circunferência da Terra é aproximadamente 240 mil ou 360 mil quilômetros. Como aceitaram a medição que fizeram? Por quê cada País não mede a circunferência da Terra novamente, para nos dizerem se é verdade? Qual foi o método?

Não basta imaginarmos soluções e acreditar que isso explica. No fundo no fundo, será que é verdade o método que imagino? Imagino que um satélite tira fotos e mensura o tamanho da Terra a partir dessas fotos. Mas e se meu método estiver errado? E se cada fotograma desconsiderar algo?

A imprensa fala: 20% do Pantanal ardeu em chamas esse ano. Vemos algumas fotos e mais nada. Oras, não dá para apagar as luzes dos satélites lá em cima e filmar os 20% do Pantanal queimando? Qual a dificuldade de um satélite filmar as chamas noturnas? Tem imagens que não aparecem, e o simples fato delas não aparecerem me faz pensar que há mentiras no ar.

No fundo acredito ser possível pegar uma fita métrica gigante e a traçar pelo equador. Vá lá, bem, estou exagerando. Mas se tem gente que sabe medir a curvatura da Terra, por que não nos explicam como é isso? E se a Terra for duas vezes maior e não nos dizem para manter as populações nos grandes centros?

Um continente tão grande produziu duas civilizações tão graciosas, os armênios e os georgianos. Como numa vastidão de campo surge dois tantinhos de nada e pululam beleza e cultura e cultura diferente em várias épocas. Os Egípcios estacionaram na era dos faraós e o tempo recente. São dois recortes culturais que convivem. Já os armênios e os georgianos não, tem vários estágios da evolução cultural registrada no mesmo espaço, coabitando mesmo.

E a clorofila, será ela outra grande mentira? Eu, se fosse cientista, para chegar num bom resultado, partiria do princípio de que a clorofila não existe. E se de fato as pessoas não sabem como as plantas crescem? Imaginam uma substância que reage com a luz e faz crescer. Mas há plantas que crescem igualmente com pouca luz. E a clorofila não tem quinas, não é quadrada em nenhum ponto? Como pode uma substância presente em toda planta permitir que elas cresçam com tanta desenvoltura? E as raízes, tem clorofila ou o quê? Beterraba, cenoura, inhame, batata, cará, mandioca... quer dizer que a clorofila desce para as raízes, essa tal de energia acumulada que numas plantas viram frutos, noutras, apenas folhas? Que clorofila é essa que permite déficit de criação de frutos em tantas árvores que com esforço fazem apenas flores e sementes?

Ainda dizem que as abelhas fazem mel pela baba de suas salivas adicionadas ao pólen. No pólen eu acredito, mas e na saliva das abelhas? Alguém abriu uma abelhinha e constatou que o que sai de suas bocas é pólen mais saliva? Por que, não, o suor de suas patas que acumulam a massa toda enquanto voam de volta para as colmeias?

Se eu fosse cientista me diriam: ah, isso já pesquisaram. Oras, eu gostaria de saber de novo!

Outra coisa que me intriga é a distância que dizem que temos em relação as estrelas. Oras, anos-luz, que conceito é esse? Seis meses para se chegar a Marte, e ninguém ainda tentou? No EUA fizeram uma chamada para ver quem gostaria de ir a Marte e 250 mil pessoas se candidataram no dia seguinte. E nós aqui sem nenhum plano de ir para Lua? Oras, um plano militar não é necessariamente para atacar outro País, mas para abranger uma fronteira. Então quer dizer que vamos deixar Marte inteira para os EUA, que, coitadinhos, estão arcando com os custos de pesquisa para tecnologias interplanetárias? E se nossa gasolina for melhor? E se nossos cachorros vira-latas forem melhores buscadores de gelo na incipiente atmosfera marciana? E se um burro dum cearense por obra da sorte descobrir um jeito de fazer ar numa atmosfera nova apenas porque seja preguiçoso e sujo, e, assim, os tubos de ensaio do setor de pesquisa da universidade que comanda, começarem a fermentar uma nova molécula inorgânica que seja, e que produza ar? Quer dizer que só os franceses podem ser criativos na cozinha a partir da sujeira? E eu falei apenas um cearense, tem os outros cearenses, os índios, os quilombolas, os cariocas e fluminenses... Além do que, a mania de limpeza também pode ser frugal em pesquisa. Sujou? Joga cloro. Sujou, joga cloro, joga cloro, joga cloro. De tanto cloro é possível que nasça uma rã do balde de limpeza!

Para mim, pode ser uma baita mentira que demore 6 meses para se chegar até Marte. Tem segredos de Estado aí que ninguém imagina. E se a viajar para Marte durar apenas duas semanas ou, ainda, 18 horas com todo aquele combustível que gastam? Tão procurando um planetinha saudável para fugirem desse lugar e não querem levar a gente! Todo aquele revestimento de pesquisa para o bem da humanidade e é justamente essa causa falida que querem abandonar... gente bêbada que se formam casais em baladas, amigos de escola que depois nunca mais se veem, mulheres sem opção de serem donas de casa... o quê? Esse lugar de vida do mundo faliu e tem gente querendo uma sociedade de bons costumes para bem longe daqui. Por quê ninguém se interessa então em entender como funciona um velocímetro de foguete? Pois um estoque de seis meses de combustível daqui até Marte, o foguete vai ter de ser do tamanho do Maracanã. E se aqueles efeitos especiais todos dos americanos já não forem a coisa pronta e não nos sabem dizer como? O robô no novo Perdidos no Espaço não pode existir apenas na ficção. Aquilo é real demais, aquele robô existe! Uma hora tem 4 patas, depois tem 8 patas, aquilo é genial. Não dá para acreditar que aquilo tudo seja computação gráfica. Outra mentira que inventaram para nós, para imaginarmos que tudo é computação gráfica. A beleza dos efeitos especiais está nos defeitos. No Geléia do filme Caça Fantasmas, parecendo um desenho animado borrado, na boca gigante e cheia de dentes do T-Rex de Parque dos Dinossauros. Mas depois o tempo passa e começa a ficar tudo perfeito? Oras, o fim da Guerra Fria levou o planeta a um grande entendimento e nós, aqui, por um passado recente de falta de comida, não nos importamos em manter o banho-Maria tecnológico do País porque estávamos com a barriga cheia. O que o mundo evoluiu nos último 30 anos não está escrito. Eu não me conformo com a quantidade de tecnologia que tem num celular tipo Smart Phone. É muuuita coisa. Um aparelhinho que me liga às rádios de tudo quanto é lugar do planeta por meio de aplicativos. E futuramente, serão as redes de televisão. Os tradutores automáticos: eu falo aqui, já sai a legenda em outro idioma ao mesmo tempo. A barreira idiomática logo será rompida. Logo qualquer pessoa vai poder falar com qualquer pessoa do MUNDO. Será que estão pensando em escravizar pessoas para mandar para outros planetas? Afinal, 250 mil pessoas não faz uma grande civilização em Marte. E se o plano for esse, quem vai lá nos libertar com a tecnologia de batedeiras e lampiões que ainda vigora em tantos lugares desse pedaço de Terra e águas chamado Brasil? Entre Espanha e Portugal, foi um hiato de 8 anos entre a descoberta das américas e a descoberta do Brasil. Tudo bem, nos orgulhamos de não querer a bomba atômica. Mas dai a esquecer a Lua? É um ab-sur-do! São tantas e tantas pessoas vivendo em cidade grande que 80% da população já não vê as estrelas de noite. Aquela atmosfera laranja, reflexo dos postes de luz de vapor de sódio aos milhares nas noites paulistanas nos ofusca a visão de que há mundos a se descobrir. Temos o ITA em São José dos Campos e esquecemos o resto. Ah, temos a Embraer, ah, temos o ITA. Mas em São Paulo, o que acontece nos corações das pessoas da maior cidade do País em termos de inquietações tecnológicas? Como funciona uma batedeira, por exemplo? Não estou defendendo que todos vão para a frente da televisão ver Mundo de Beakman (cientista maluco que explica as coisas mais óbvias a partir de experiências reais, na década de 1990). Estou propondo que nos interessemos por assuntos sérios pois já falam em internet por energia elétrica, por exemplo. Quer dizer que o fluxo de informações que contém apps de rádio, You Tube, enciclopédias (que estranhamente ainda não caíram na rede) pode passar por um monitor ou pelo ciclo de alternância de uma batedeira, e tudo bem? E se meu bolo ficar com cara de George Washington? Eu sou um pouco desconfiado de que as coisas estejam indo bem. A necessidade cria riqueza. Fica todo mundo de olho no Brasil, não deixam esse País se desenvolver e nos ausentamos das perguntas principais que podem criar todo um armário de necessidades prontas a serem preenchidas e nos tornarmos um País verdadeiramente rico. É triste, é profundo, mas há um projeto de empobrecimento de País que atinge a todos, sobretudo no capital humano. A necessidade, aqui, cria a situação de refém. Filhos precisam de boas escolas, logo as mensalidades são altas. Pessoas precisam de hospitais, logo os tratamentos são caros. Fraldas caras, pastas de dente caras, tudo necessário. Mas vejam, é necessário irmos à Lua para não deixar Marte para os americanos! Eles querem tudo e estamos aceitando isso muito facilmente. Agora tem a China, mas a China fica longe. Mas o importante a dizer é que o desejo é necessário. Ir à Lua envolve uma necessidade que está além da compreensão.

Até porque pode ser mentira que o homem foi a Lua. E estejamos realmente presos aqui. E o esforço tecnológico dos americanos de ir a Marte seja uma falácia que não pode ser desmontada pois isso acabaria com nacos importantes do projeto acadêmico norte-americano. Além da triste constatação, para aqueles que querem fugir, de que estamos presos a Terra para sempre... por enquanto.

Falam que a Terra é plana... plana para quem? Por quê não pesquisam se ela é quadrada? Um cubo, onde os fluxos marítimos passam por debaixo da crosta terrestre? Então imaginam que a Terra tem lava em seu centro, apenas porque os vulcões existem... e se os vulcões forem apenas canais de resfriamento do interior da Terra?

São muitas questões.

 

São Paulo, 27 de novembro de 2020

Comentários

  1. Comecei e não consegui parar de ler. O texto dá cócegas na alma...

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  2. Quanta inovação e descobertas já foram feitas, não? Se você procurar e conseguir entender o cientês (lingua dos cientistas) vai achar suas respostas. Mas como e onde procurar? Acho que é o mesmo processo que impede que a educação seja mais acessível e a gente aprenda o que se quer aprender, não o que é imposto. Detesto ouvir dos alunos: pra que estou aprendendo isso... Mas tem vezes que tendo a concordar com eles. O conhecimento é tão grande que é impossível para um humano saber tudo, mas para as máquinas, não. Aí está o meu medo atualmente!

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